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Janeiro, época de chuvas intensas. Isso pode danificar sua casa

Ter um seguro residencial é imprescindível. Ele cobre danos ou perdas causadas por rompimento de tubulações, encanamentos ou canalização de esgoto etc

Da Redação
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O concreto não é 100% impermeável, e quando chega a época das chuvas, como agora em janeiro, alguns problemas se agravam. É quando começam a aparecer as manchas nos apartamentos da cobertura, a goteira na garagem, o mofo nas paredes e a pintura descascada na fachada.

Muitos desses transtornos podem estar relacionados com a falta de impermeabilização. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), a cada dez pessoas que procuram produtos para essa obra, sete já estão com graves problemas de infiltração.

Só o custo inicial da impermeabilização, previsto numa obra residencial, varia de 1% a 3% do orçamento total, enquanto os gastos futuros, decorrentes da má impermeabilização ou da falta dela, podem superar os 12%.

Pequenas infiltrações, mofo e bolor são como uma febre baixa que avisa ao corpo que temos um problema. E se não cuidarmos, teremos sérios desdobramentos. Manter a proteção da impermeabilização evita a aceleração dos desgastes e, em consequência, a necessidade de refazê-la, afirma o coordenador da Cipa Síndica, Bruno Gouveia.

Encarada muitas vezes como uma obra dispensável, muitos administradores só lembram que precisam proceder à impermeabilização quando aparecem os problemas. No entanto, a prevenção é sempre o melhor remédio, inclusive para o bolso.

Segundo Gouveia, a infiltração é um dos casos mais complexos para se resolver em um condomínio, isso porque a água acha caminhos que dificultam muito a identificação da origem do problema.

Culturalmente, a obra de impermeabilização é adiada. A falta de conhecimento e o custo, muitas vezes elevado pelo tempo sem intervenção, aumentam a complexidade. Para que isso não ocorra, precisamos ser assertivos na intervenção, pontual ou geral, para sanar o problema -- explica o coordenador da Cipa Síndica.

Para Gouveia, estar com a manutenção sempre em dia e fazer as obras com empresas especializadas é fundamental para ter uma impermeabilização eficiente. Ele sugere que os síndicos pesquisem sobre as empresas e exijam delas certidões, documentos e atestados técnicos antes de fechar um contrato.

O barato sempre sai mais caro quando o serviço é feito por aventureiros. Além disso, obras bem-feitas aumentam a longevidade do imóvel e melhoram a qualidade de vida dos moradores, visto que o excesso de umidade pode provocar uma série de problemas de saúde, em especial, os respiratórios, destaca Gouveia.


O seguro residencial cobre esse problema?

Ter um seguro residencial é imprescindível. Ele cobre danos ou perdas causadas por rompimento de tubulações, encanamentos ou canalização de esgoto, água e até mesmo caixa d’água — desde que tenha sido acidental, ou seja, de maneira imprevista.

Nessa cobertura, os danos que a água causou a móveis, ao piso da residência e outros bens do segurado estão amparados. Os gastos com reparos do sistema hidráulico danificado também estão amparados nessa garantia.

Independentemente das coberturas que você contrate, ao se deparar com qualquer situação emergencial, acione o seguro residência imediatamente para receber as orientações necessárias.

Ou seja, o ideal é que você preserve as evidências dos danos causados, sem, por exemplo, trocar uma fechadura em caso de arrombamento ou fazer uma mudança emergencial de parte de um telhado danificado com um vendaval.

Caso isso seja feito, os indícios do sinistro serão perdidos e a indenização por parte da seguradora ficará mais difícil.