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Cresce número de viagens. Faça seguro e cuidado com a trombose

A retomada do turismo requer atenção para o risco devido ao longo período que se passa sentado no trajeto

Da Redação
Os idosos estão mais sujeitos a ter trombose em viagens.

Os idosos estão mais sujeitos a ter trombose em viagens.

Com o avanço da vacinação e a abertura de mais países para o turismo, o número das viagens tem aumentado no Brasil. De acordo com Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a demanda por voos nacionais está se aproximando do patamar pré-pandemia, e correspondeu em setembro a 83% do registrado no mesmo mês em 2019. 

Já a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) aponta que entre julho e agosto as vendas para destinos internacionais cresceram 22%.

A retomada do turismo requer atenção para o risco de trombose devido ao longo período que se passa sentado no trajeto. A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias das pernas e coxas que bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região.

Mas não é só este o problema que se pode ter, ao viajar. Existem vários outros, como extravio de malas, reservas canceladas e questões ligadas à saúde. Por isso é importante fazer um seguro viagem.

Em agosto o Seguro Viagem apresentou a maior variação, alcançando 94% de crescimento ou R$ 24,3 milhões prêmios, tendo como base o mesmo mês do ano anterior. E a tendência é continuar subindo.

Então, se for viajar, faça seguro e cuidado com a trombose. "A velocidade do fluxo sanguíneo diminui dentro da veia quando ficamos muito tempo parados. E isso contribui para o surgimento da Trombose Venosa Profunda (TVP). O problema fica maior quando o coágulo se desprende e se movimenta pela corrente sanguínea, processo chamado embolia, que pode levar a alteração de perfusão pulmonar, levando em casos extremos ao óbito", explica o cardiologista Ricardo Casalino, diretor Médico da Qsaúde.

O médico ainda reforça que, além das viagens de avião, a trombose venosa pode acontecer também em outros meios de transporte, a depender do longo tempo parado na mesma posição. De acordo com pesquisa publicada pela National Library of Medicine, o risco de ter TVP aumenta 18% a cada duas horas de viagem.

A TVP é mais comum após os 40 anos de idade, havendo aumento exponencial com a idade; assim entre 25 e 35 anos a incidência de TEV é de cerca de 30 casos/100.000 pessoas ao ano. Entre 70 a 79 anos essa incidência chega a 300-500 casos/100.000 pessoas ao ano.