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Seguro intermitente oferta flexibilidade, mas custo requer atenção

Produto pode atrair um novo consumidor, que não tem o hábito de consumir seguro.

Da Redação
O produto oferta flexibilidade, mas é preciso cuidado.

O produto oferta flexibilidade, mas é preciso cuidado.

Um ponto interessante do seguro intermitente é sua flexibilidade, que permite a criação de inúmeros modelos de seguro de carro. Por exemplo, o seguro pode ser feito especificamente para vigorar só durante uma viagem ou um determinado trajeto.
 
As variações são as mais diferentes possíveis. A depender do perfil de uso do veículo, a novidade pode ser mais interessante que o seguro anual. Em outros casos, a cobertura convencional será a melhor opção, e isso vai depender do tempo de ativação da cobertura.
 
De acordo com o professor da Escola de Negócios e Seguros, José Antonio Menezes Varanda, quando o seguro de carro anual é contratado, ele vai cobrir o veículo por períodos de risco menores e maiores dentro desse ano. Assim, o valor da cobertura será proporcional a todos esses riscos. “Quando o usuário contrata um seguro apenas para um período de maior risco, como é o caso do intermitente, seu custo tende a ser proporcionalmente maior”, ressalta Varanda.
 
O professor observa que já há seguros que funcionam de forma parecida com o novo intermitente, como nas áreas da aviação e marítima. “Há seguros específicos para quando o avião está em solo, no hangar, ou o navio sem navegar”, explica. Há ainda o seguro viagem, que é contratado somente para um determinado período.
 
Para Varanda, o intermitente pode atrair um novo consumidor, que não tinha o hábito de consumir seguro. Em sua opinião, o interesse pode se dar para outros tipos de seguros intermitentes, como de vida, residencial ou celular, dentre outros.
 
 
Muitos podem querer continuar no modelo tradicional, com a segurança ofertada por um corretor
 
O Diretor Executivo do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Fernando Simões, diz que, nesse momento, é difícil saber se o produto cairá no gosto do consumidor. Para ele, muitos poderão querer continuar com o seguro anual, no modelo tradicional, pois irão preferir contratar uma cobertura e não se preocupar por um ano, como é hoje, deixando o seu corretor de seguros cuidar de tudo. "Existe espaço para produtos de necessidades momentâneas, como o seguro viagem. Nesse tipo de produto podem surgir outros que despertem interesses ou cubram necessidades mais específicas", diz.
 
Para Simões, o novo modelo pode ajudar a atrair novos consumidores mas, para ele, isso não será preponderante. “Para isso a cultura do seguro tem que ser despertada”, diz. O diretor ressalta também que a pandemia pode auxiliar na divulgação do novo modelo, mas observa que isso deve ocorrer com os demais produtos de seguros. “As pessoas estão mais atentas com os riscos que ocorrem e desejam para isso a proteção do seguro. Hoje no meio da pandemia, com certeza as pessoas pensam mais no seguro como instrumento importante de proteção”, observa.