Notícias

Para Susep, seguro intermitente acompanha as novas tecnologias

Autarquia não teria traçado nenhuma expectativa quanto ao interesse de seguradoras e público para este produto

Da Redação
Na avaliação de Eduardo Rente o intermitente pode crescer com o tempo.

Na avaliação de Eduardo Rente o intermitente pode crescer com o tempo.

Na avaliação do Coordenador-Geral de Supervisão de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Eduardo Santos Rente, o seguro intermitente é uma inovação que chega junto com as novas tecnologias.
 
Rente explica que qualquer seguradora, devidamente registrada no órgão, pode ofertar o produto. Não há necessidade de uma autorização específica.
 
Apesar de o seguro de auto ser o mais comum, a autorização existe também para as seguradoras que queiram ofertar o intermitente em outras áreas. Para Rente, a oferta vai depender da criatividade e interesse das companhias para segmentos como vida e residencial, além de diversas outras.
 
Um exemplo de intermitente para o segmento residencial é que é possível fazer o seguro para quando se vai viajar e ficar fora de casa. O seguro viagem já funciona de forma semelhante, pois se contrata especificamente para o período que estará fora.
 
A autorização para esse tipo de negócio vai completar um ano em agosto. É ainda muito novo e desconhecido do público. A tendência, porém, é crescer com o passar dos anos.
 
Uma possível maior busca do consumidor por esse tipo de produto pode fazer com que mais companhias passem a ofertá-lo.
 
“O consumidor pode funcionar como uma  mola-propulsora”, acredita. Rente também acrescenta que a pandemia poderá contribuir para maior disseminação deste novo produto, pois recursos financeiros mais escassos podem fazer com que pessoas busquem um tipo de seguro mais em conta. “Embora isso possa ser uma constatação um tanto quanto difusa, muitos podem pensar coisas como ‘nessa quarentena meu carro ficou mais na garagem que na rua, então talvez seja melhor procurar por um seguro mais adequado a esta nova realidade”, comenta, destacando que o momento está fazendo muitos refletirem sobre isso.
 
Rente diz que a Susep não traçou nenhuma expectativa quanto ao interesse de seguradoras e público para este produto, mas que a intenção era sim a de ofertar um produto com mais possibilidades às pessoas. “É um produto que evoluirá com o tempo”, acredita.
 
Para o Coordenador é possível que o público jovem, adepto às novas tecnologias, possa vir a se interessar mais pelo intermitente. “Mas pode chegar a todas as faixas, à medida que ficar mais conhecido, corriqueiro”, diz.