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Mercado ainda não sabe se PIX irá baratear valor do seguro

Da Redação
Ainda não está claro se Pix trará reduções nas apólices .

Ainda não está claro se Pix trará reduções nas apólices .

O PIX, novo sistema de pagamento que entrou em vigor no Brasil ontem, dia 16, pode, de alguma forma, contribuir para baratear o preço do seguro? Segundo a superintendente da Susep, órgão do governo que fiscaliza o setor de seguros, Solange Vieira, sim. Mas as companhias de seguros ainda não têm essa certeza.

De acordo com ela, o PIX poderá também ajudar a impulsionar produtos como os microsseguros. Para a superintendente,  quando se fala em microsseguro e alguns outros seguros, não faz sentido pagar um boleto bancário, que às vezes sai mais caro que o próprio valor do seguro.

Mas de acordo com algumas seguradoras que enviaram informações à redação da Seguro é Seguro  o barateamento do valor do seguro, em virtude do PIX, ainda não está claro. Além de possíveis reduções em custos administrativos, relacionados a cobranças, e da agilidade nos pagamentos, não há muita informação disponível ainda, segundo elas.

Se as mudanças trazidas pelo PIX no sistema de cobrança realmente provocarem uma grande redução de custos é possível que isso possa ser repassado, futuramente, à precificação dos seguros, mas ainda é cedo para afirmar que isso realmente ocorrerá.

O que se sabe é que o novo sistema de pagamento e transferência de valores trará muitos ganhos quando estiver relacionado a pagamento único, não em parcelamentos, fracionamento que é muito comum nos pagamentos de seguros.

O Banco Central espera que os benefícios gerados pela implementação de um sistema instantâneo tragam maior praticidade, rapidez e o menor custo ao pagador e recebedor. E mais: para a pessoa física, o custo será zero e ao recebedor o custo de aceitação será menor que outros meios eletrônicos.

O que é o PIX?

Na Europa, o PIX surgiu como uma alternativa para reduzir os custos de transações gerados pelas taxas das bandeiras que fazem a intermediação de pagamentos, chamado de Pan European Payment System Initiave (Pepsi), elaborado pelo Banco Central Europeu (BCE).

O Brasil, usando como parâmetro o modelo europeu, desenvolveu o sistema de pagamentos instantâneos, denominado como PIX. Funcionando durante 24 horas, pelos 7 dias da semana, 365 dias por ano, acaba deixando os tradicionais serviços de transferências bancárias, TED e DOC, de lado.