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Já dá para fazer seguro por horas, dias e poucos meses

O modelo está autorizado a ser ofertado pelas seguradoras desde agosto do ano passado.

Da Redação
O mercado já oferta seguro por tempo reduzido.

O mercado já oferta seguro por tempo reduzido.

Fazer seguro de automóvel ou outro tipo de veículo para um ano todo é o modelo mais comum praticado pelas seguradoras no Brasil. Porém, essa realidade já está mudando. Hoje é possível fazer seguro e só pagar pelo tempo que realmente correr algum risco, como quando estiver rodando pelas ruas, avenidas e estradas. E não quando estiver em segurança, na garagem.
 
Esse novo modelo, que foi autorizado a funcionar no país em agosto de 2019, por meio da Circular 592,  que permitiu a customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e período intermitente.
 
Se você for até o dicionário e procurar o significado desta palavra - intermitente - vai descobrir que é tudo que para e recomeça, após intervalos.
 
Para especialistas, é um sistema interessante. O professor José Antonio Menezes Varanda (foto), coordenador dos cursos de graduação da Escola de Negócios e Seguros (ENS) acredita que o modelo possa atrair cada vez mais interessados.
 
Em sua opinião, agora, com a pandemia, quando muitos segurados estão procurando formas de reduzir o valor do seguro, esse novo modelo “já poderia ter vingado”. A questão é que poucas seguradoras têm o produto para oferecer neste momento.
 
Desde que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a novidade, no ano passado, as seguradoras começaram a esboçar os modelos que poderiam ser ofertados. “Acredito que seja porque há muitas dúvidas, relacionadas à precificação e enclausulados”, observa o professor, para justificar a pouca oferta do mercado. Para Varanda, falta segurança jurídica para as companhias colocarem o produto na prateleira.
 
Há dois modelos que devem ser definidos pelas seguradoras como sendo os mais utilizados. Um deles é o liga-desliga. Para você entender melhor, é como a luz da sua casa. A rede elétrica está lá, à sua disposição, mas você pagará, ao final de um período, pelo consumo que teve. Ligou o interruptor ou ligou um equipamento, consumiu. Desligou, desligou a cobertura. Simples assim. Há também a previsão de uma assinatura básica.
 
Tudo deve ser feito por meio de aplicativos específicos. Através deles, o usuário poderá ligar e desligar a cobertura do seguro de carro. Ao fim do mês, pagará pela assinatura e pelo tempo em que a manteve ativada.
 
O outro modelo que também deve se tornar bem comum é o pay per use, ou pague por uso. Este modelo, de vigência reduzida, é parecido com o liga-desliga, mas um pouco mais complexo. O proprietário de um veículo, por exemplo, que o utiliza apenas algumas vezes na semana poderá contratar o seguro somente para esses dias. Nos outros, em que ficará na garagem, não precisará do seguro.