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Foto que comprova golpe em seguro é utilizada para disseminar fake-news da pandemia

A imagem mostra um caixão sendo desenterrado de um cemitério e dentro não havia nenhum corpo, apenas pedra e um travesseiro.

Da Redação
A foto mostra que dentro do caixão só havia uma pedra e travesseiro.

A foto mostra que dentro do caixão só havia uma pedra e travesseiro.

Uma foto publicada no Portal São Carlos Agora, de autoria do fotógrafo Milton Rogério, já falecido, foi utilizada neste mês de maio para disseminar fake-news sobre a pandemia do coronavírus, com objetivo de provocar pânico na população de Manaus.

A imagem mostra um caixão sendo desenterrado de um cemitério e dentro não havia nenhum corpo, apenas pedra e um travesseiro com material semelhante à serragem dentro. A fake-news dizia que na Amazônia estavam enterrando caixões vazios, para inflar os números de mortos pela covid-19, fato que causou indignação em muitas pessoas, que compartilharam a informação.

Na verdade, a foto é de uma matéria publicada no portal, no dia 30 de maio do ano passado, quando a polícia desvendou um golpe contra uma seguradora. Na época, policiais de São Carlos descobriram um grupo de pessoas que forjou a morte de uma ex-moradora de rua para receber o dinheiro do seguro de vida.

  Um ex-agente funerário de 47 anos planejou a trama e envolveu seu genro, sua filha e um médico de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Segundo informações do próprio portal, eles planejaram receber de R$ 800 mil a R$ 1,4 milhão com o plano. Os acusados conseguiram uma certidão de óbito em nome da ex-moradora de rua e chegaram a simular o enterro.

  Após o golpe ser descoberto, o caixão foi retirado da sepultura e dentro não havia corpo e sim uma pedra e um saco com material semelhante a serragem. 

Todos os envolvidos foram indiciados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa e respondem ao processo em liberdade.

A autoria da fake-news ainda está sendo investigada. Quem produz e distribui notícia falsa (e também quem compartilha) pode ser punido com prisão e multa.