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Ex-presidente do CRO-PR diz que, depois que conheceu o seguro de RC Profissional, nunca ficou sem

Na odontologia os processos costumam atingir mais ortodontistas, implantodontistas e também os da área de harmonização orofacial

Da Redação
Dr. Roberto Cavali explica a importância de ter seguro de Responsabilidade Civil.

Dr. Roberto Cavali explica a importância de ter seguro de Responsabilidade Civil.

O ex-presidente do Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CRO-PR), Roberto Cavali, conta que conheceu o seguro nos idos do ano 2000, quando presidia a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) em Curitiba. A proposta foi levada por um corretor de seguros e considerada importante, pois, naquela época, já haviam casos de profissionais enfrentando problemas na justiça com pacientes.

Para se ter uma ideia, um levantamento feito pelo CRO do Rio Grande do Sul, a pedido da Seguro é Seguro, mostrou que no ano passado 85 profissionais foram processados e, agora em 2020, até o dia 25 de maio, outros 19.

A questão, segundo Dr. Cavali, é que muitos profissionais, com ajuda da tecnologia, mostram ao paciente no consultório um resultado perfeito no computador, "mas como cada organismo reage de uma maneira, nem sempre fica igual”, observa.

Na odontologia os processos costumam atingir mais ortodontistas, implantodontistas e também os da área de harmonização orofacial. “Normalmente quem não se sente satisfeito com o resultado costuma contratar um advogado e processar o profissional”, resume.

Cavali hoje já não atua mais em consultório. Atualmente é chefe do Departamento de Estomatologia, ramo da medicina que estuda e trata doenças da boca e dos dentes, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No período em que atuava, nunca precisou acionar o seguro.
No entanto, viu alguns colegas passarem por apuros. “Lembro que algumas indenizações foram superiores a R$ 100 mil e com certeza se não tivessem o seguro teriam de dispor de algum patrimônio para pagar”, destaca, ressaltando que depois que conheceu o seguro nunca ficou sem.

Cavali diz que não considera o valor caro, pois sabe que o custo-benefício é satisfatório. Embora as disciplinas que ministra não tenham ligações diretas com essas questões, costuma orientar seus alunos a terem o seguro. “O seguro de responsabilidade civil supre uma lacuna, para os casos de ações na justiça”, diz.

Para ele, ainda há muitos profissionais sem essa proteção, que correm grandes riscos, caso sejam demandados na justiça. Muitos, em sua opinião, podem nem mesmo conhecer o produto, o que demonstra que há um grande campo para ser explorado pelos corretores de seguros.

“As ações na justiça cresceram significativamente”, afirma Cavali, observando que o Conselho Regional de Odontologia, pela legislação vigente, analisa apenas casos de infrações éticas e não atende questões indenizatórias. Mas pacientes têm apresentado à justiça o resultado dessas ações e muitos juízes, ao analisarem que o cirurgião-dentista foi condenado no seu órgão de classe, podem considerar que a ação proposta pelo paciente faça sentido.